INVASÃO DOS INOCENTES

Era impensável! …

Quando o João “convidou” para ir observar coelhos bravos, nos terrenos entre as hortas, armazéns, galinheiros e alpendres,(pelo anoitecer)  fiquei  incrédulo e  lembrei:

 – Vais fazer criação de coelhos?!

 – Não serão bravios, saídos de coelheiras?!…

Ao vê-los,  tosando a relva e às pútridas,  três láparos e um adulto,  pela cauda, orelhas e pelagem, consegui concluir  que eram coelhos bravos!

Como foi possível?!  Animais tão selvagens e ariscos viverem em quintais? Tiveram ou passaram a ter sorte?, por  os seus habitats naturais terem  sido destruídos pelas sucessivas plantações de vinhedos.

Como só podem ter vida activa antes ou depois do solnado, devido aos predadores, passaram a ter a tranquilidade desejada. “Estão nas suas sete quintas!”, disse o João, lembrando que os trabalhadores do armazém,  e os  das  obras de ampliação das instalações,  pegam tarde e saem cedo do trabalho, ficam em paz.  Até um tubo largo e comprido das obras serve para  abrigo natural dos bravios seres!

Se os cães da Quinta, um labrador e um boxeur, já perderam o faro,  e uma   cadela rafeira terrier, encontrada abandonada na cidade do Porto (Antas),  em estadia de Fim de Semana, passou a passear atrelada – nada de caçadas!

Vamos ter,  no futuro, uma praga de coelhos, como aconteceu na Austrália? É possível. Os caçadores rurais extinguiram-se, restando os profissionais encartados, em caça desportiva, e a gula para os comer passou de moda. Nas listas dos restaurantes até o coelho à caçador foi banido.

Se os montes e vales foram tomados pelo plantio, restam os quintais e as hortas para a sobrevivência dos animais próprios.  A Natureza aceita  a revolta desses  inocentes. Os novos ocupantes dos povoados  podem destruir os alicerces das casas, levando os humanos a  mudam-se, mas conquistam novo habitat; os cães abandonados e os  meio selvagens irão  tomar conta das casas abandonadas; casais de melros, sempre tão esquivos, já fazem  ninho no capitel duma coluna moderna, à entrada da sala de provas de vinhos; outro escolheu a ramada, entre a moradia e o armazém, onde vê, e quase se toca na  ave  a chocar os ovos sem se perturbar! ; os gaios e rolas são vistos nas arribas do Douro da cidade do  Porto e não entre Ervedosa e Soutelo, quando perscrutamos a Natureza, nas viagens de automóvel, e  na esperança de ouvir cantar o cuco!

Que dizer da praga de raposas a viverem nos bairros londrinos ?! Chegam a entrar nas cozinhas e levarem os bifes. A astúcia da raposa não tem limites – vida regalada é  a citadina.

Mais preocupante e complicado é a invasão dos ursos polares às  moradias de campo, no Alasca e no Canadá. A responsabilidade será só das alterações climáticas? Não é seguro. A ocupação dos espaços dos animais selvagens nunca devia ser permitido.

Outro acontecimento  caricato: surgirem  larvas de insectos (morcões) no interior de um avião comercial!  Como foi possível um passageiro embarcar carne putrefacta, e as larvas saírem da bagageira para os assentos?

O escândalo noticiado pode levar ao transporte de seres infecciosos e medonhos, nos aviões turísticos.

A invasão dos inocentes também  pode ser vista no reino vegetal. Os quintais citadinos estão infestados de ervas fetos, silvas e outras plantas, antes “domésticas”. Será para compensar as áreas ardidas?!

No cimento dos passeios e calçadas, nas frinchas dos muros,  e nas casas abandonadas da cidade, as plantas vegetam e  lutam pela sobrevivência.

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Uma resposta a INVASÃO DOS INOCENTES

  1. Olá Tio! Belo blog e belos textos! A fotografia também é muito gira! Foi o tio que a tirou?
    Beijinhos

    Sara

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